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Gravediggers luta para chegar ao campeonato nacional

Postado dia 31 de março de 2011 by Pedro Martinez

A falta de patrocínio impede Campo Grande de ter um representante no campeonato nacional.

O Gravediggers, de Campo Grande/MS, não irá disputar nenhuma competição de nível nacional por falta de patrocínio.

O técnico de linebackers André Earp, eleito pelos Diggers o jogador destaque, bate um papo conosco.

Há quanto tempo você joga FA?
Desde quando o Gravediggers foi fundado, em 2008.

Como você se inseriu nessa modalidade?
Um grande amigo meu, Bruno Damus (conhecido como “O Idiota”), ficou sabendo sobre a formação de um time de FA aqui em Campo Grande e me contou. Como entusiasta do esporte, me prontifiquei a participar das reuniões que dariam início ao glorioso Gravediggers. Após a reunião marcamos o primeiro treino, e daí pra frente foi só alegria.

O que representa os Gravediggers para você?
Como um time de futebol representa paixão para a maioria dos brasileiros. O Gravediggers representa paixão e orgulho por um esporte pouco praticado no país. Acima de tudo a amizade com os outros atletas que tanto se dedicam nos treinos e confraternizações deste jovem glorioso time. E para quem sabe o verdadeiro significado da palavra amizade, companheirismo, sabe que isso a gente não troca por nada. Isso é amor. Esse é o Diggers, um time para toda a vida.

Qual a responsabilidade de ser eleito o jogador destaque da equipe?
Bom, primeiramente gostaria de dizer que todos os jogadores são destaque. Seria injusto ser “eleito” dessa forma, afinal, é um esporte coletivo, onde todos dependem de todos. Somos atletas amadores movidos por paixão pelo esporte, todos se esforçam nos treinamentos duros e sendo assim todos merecem esse “posto”. Porém, ao ser escolhido como referência, sinto que devo ajudar ao máximo o time e me dedicar sempre mais, inclusive na ajuda com os que precisam. Sempre ouvindo críticas e buscando melhorar o time como um todo. Obrigado a todos que acreditam no Gravediggers e depositam seus esforços para que o time cresça e evolua no cenário nacional.

Quais seus planos como jogador para 2011?
Pretendo me aprimorar fisicamente e tecnicamente para ajudar o time no máximo que eu conseguir. Participar de amistosos com times de qualidade (infelizmente não temos outros times aqui) e equipar o time para que participemos o mais breve possível de um campeonato nacional, onde mostraremos a força dos GRAVEDIGGERS para todo o Brasil.

O Gravediggers foi fundado em 3 de fevereiro de 2008 em Campo Grande. A primeira equipe de Futebol Americano do estado de Mato Grosso do Sul. Cinco jovens que já acompanhavam há bastante tempo a modalidade pela televisão, resolveram se juntar com mais atletas para formar o time. E esse encontro se deu por causa de uma das transmissões da modalidade pelo canal ESPN, quando o narrador Everaldo Marques leu ao vivo um e-mail mandado por Sílvio Torres, convidando outros fãs do esporte campo-grandenses para praticar.

O primeiro treino aconteceu no dia 29 de Março de 2008 no estádio Morenão, em Campo Grande. Estiveram presentes 16 atletas. Para manter um contato maior com o público e incentivar a adesão de novos atletas, houve a iniciativa de se realizar um treinamento aberto, pelo menos duas vezes por mês, específico para pessoas que queiram conhecer o esporte. No ano seguinte, em 12 de outubro de 2009, os Gravediggers passaram a ser uma associação legalmente constituída.

Diretoria do time:
Presidente – Marcelo Alves Batista; Vice-presidente – Mario Sergio Arakaki; Diretor Financeiro – Guido de Andrade Guandini; Diretor de Marketing – Guilherme Hollo de Andrade; Diretor Técnico – Gilmar Simioli Junior; Secretário – João Vaz Guimarães Filho.

Coordenação Técnica:
Ataque
Coordenador de Ataque: Carlos Henrique (Rotweiller)
Técnico de Linha de Ataque: Kenneth Correa
Defesa
Técnico de linha de ataque: Daniel Freitas
Técnico de Linebackers: André Earp
Técnico de Corners e Safeties: Guilherme Hollo

Parcerias:
Atualmente, a equipe conta com três parceiros: “Gestão Ativa” (Soluções para informática) que gerencia o website da equipe, “Gol de Placa” (Formação de jogadores de futebol) que disponibiliza o local para os treinamentos e a “Wizard Idiomas” que fechou a parceria para os amistosos locais no ano de 2011.

Todo sábado a equipe reserva a primeira hora do treinamento para a escolinha, onde ensina os novatos como jogar futebol americano. O trabalho é feito com todos os novatos, independente de idade.

Neste ano a equipe tem 3 amistosos agendados com a outra equipe de Campo Grande, o Jacarés do Pantanal, sendo que o primeiro jogo da série ocorrerá em maio. No segundo semestre, a equipe planeja um amistoso Full Pads em Campo Grande.

Quem quiser conhecer melhor o Campo Grande Gravediggers pode ter contato através do website www.gravediggers.com.br ou do email contato@gravediggers.com.br.

Matéria postada em 05 de Março de 2011 no blog Imprensa FA Brasil.

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Campo Grande Gravediggers no Tánaweb

Postado dia 28 de fevereiro de 2011 by Pedro Martinez

E cada dia que passa somos citados em mais mídias por aí.

Dessa vez o site que informa eventos Tánaweb escreveu sobre a prática do FA e sobre nossa equipe que cresce cada vez mais e orgulhosos ficamos por sermos reconhecidos.

Leiam:

” Mexa-se! Você nem imagina quanta coisa boa tem a ganhar se começar a praticar um esporte. E que tal começar a jogar futebol americano em Campo Grande? É isso mesmo! Famoso nos Estados Unidos, esse esporte vem crescendo muito em nossa Capital.  Mas se você estiver pensando que não entende nada sobre ele, mas já viu em filmes e até brincou de jogar o “tal” futebol com as mãos, a gente lhe dá algumas dicas.

Ou melhor, o Presidente da Associação Campo Grande Gravediggers de Futebol Americano, Marcelo Alves Batista, revela alguns detalhes.  A princípio, esse esporte, que ainda desperta muita curiosidade nas pessoas, é cheio de contrastes. “Não importa se você é magro ou gordo, alto ou baixo, forte ou fraco. No futebol americano cada posição tem suas peculiaridades; por exemplo, se você é mais cheinho, jogará melhor nas linhas de ataque e defesa; já os jogadores mais magros vão se sair bem nas posições de recebedores (wide receivers) ,laterais (corner backs) ou líberos (safeties)”.

Uma partida de futebol americano é inicialmente formada por 22 jogadores. O jogo disputado em um campo, que pode ser com grama natural ou artificial, é dividido em jardas (unidade de comprimento bastante utilizada nos EUA e na Inglaterra, que equivale a 0,914 metros). O objetivo é avançar pelo lado adversário e marcar pontos. As linhas laterais grandes do campo marcam 10 jardas. Em quatro tempos de 15 minutos, há duas maneiras principais de se pontuar.

Uma delas é fazendo o Touchdown – tipo mais venerado de pontuação – onde o time tem direito a uma jogada na linha da End Zone (área de proximidade do gol); e o Field Goal, que vale 3 pontos, é conquistado colocando a bola no chão e a acertando entre as traves verticais  atrás desta zona de finalização.

Tecnicamente falando o jogo parece ser bem difícil. Mas para Marcelo, que coordena desde o começo deste ano o Gravediggers – primeira equipe de Futebol Americano de Mato Grosso do Sul – conta que estranho mesmo são somente os nomes das posições. Na prática, o jogo em si, além de muito divertido, estimula o raciocínio e a velocidade dentro do campo.  “Os jogadores precisam ser técnicos. O jogo é baseado em muitas estratégias, então é preciso gostar disso e principalmente, de correr”, conclui.

E quem pensa que o esporte é violento esta enganado. O contato que os jogadores têm em uma partida é extremamente competitivo. O jogo em si é coletivo, estratégico e planejado tanto no time de ataque quanto no time de defesa. Eles usam equipamentos necessários para se protegerem, como capacetes, protetores de boca, pescoço e ombreiras, tanto nos treinos quanto nos jogos.

Por mais que a prática esportiva só lhe faça bem, tanto para o físico quanto para a mente, mas  você ainda tem dúvidas a respeito desse esporte, o próprio Marcelo lhe convida para assistir a um treino do Gravediggers.

“Atualmente treinando conosco temos em média 25 jogadores. O ideal é ter o dobro, por isso, convido a todos que se interessam pelo esporte a nos visitar, conhecer melhor sobre esse esporte fascinante. Nossos treinos acontecem todas as quartas-feiras das 18h30 às 20h30 e aos sábados das 15h30 às 18h30 no novo Gol de Placa que fica na Rua 2 de Março, n° 255 – Bairro Taquarussu.”

Tá dado o recado Marcelo!

Em Tempo – Este ano será realizado três campeonatos no Brasil com mais de 30 times equipados e jogando da mesma forma que se joga nos Estados Unidos. Fiquem ligados! “.

Matéria publicada em 26/02/2011 pelo site Tánaweb.

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Time de futebol americano de MS enfrenta Sinop dia 24

Postado dia 29 de outubro de 2009 by Carlos Henrique

Campo Grande Gravediggers, time de futebol americano de Mato Grosso do Sul, vai enfrentar Sinop Coyotes, de Sinop (MT), no dia 24 de outubro, às 15h, no Torneio Touchdown, que acontece em Cuiabá.

Pela primeira vez desde sua fundação, o time da Capital se prepara para enfrentar uma partida oficial. A equipe sul-mato-grossense foi convidada a se apresentar em uma preliminar da rodada do torneio, em que o Cuiabá Arsenal receberá o time Tubarões do Cerrado em casa.

Por ser a primeira oportunidade das equipes de Campo Grande e Sinop, todos os jogadores irão se enfrentar com os trajes equipados utilizados oficialmente na modalidade. Na manhã do dia 24 haverá um treino de reconhecimento do campo e do aparato de proteção.

Histórico

O Campo Grande Gravediggers é a primeira equipe de futebol americano de Mato Grosso do Sul. Foi fundada em fevereiro do ano passado e conta hoje com cerca de 25 atletas em seu elenco.

O aconselhamento técnico é feito pelos norte-americanos Thomas Farlow e Richard Hackler. Os Diggers treinam todo sábado no campo de futebol da Polícia do Exército, a partir das 15h, e nas quartas-feiras no Belmar Fidalgo, às 18h30. O nome da equipe – ‘coveiros’ em inglês – é uma homenagem a um dos fundadores, que trabalha como técnico em necropsia.

Autor: João Humberto

Matéria publicada Segunda-feira, 12 de Outubro de 2009 pelo Campo Grande News.

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Nasce primeiro time de futebol americano em MS

Postado dia 10 de agosto de 2009 by Kuca Moraes

Atletas em treinamento.

Atletas em treinamento.

Há dois meses, o  jornalista Renan Portes, teve a idéia de montar o primeiro time de Futebol Americano de Mato Grosso do Sul: o Campo Grande Gravediggers. Com alguns poucos treinos realizados, o time ainda encontra-se em formação.

Apesar do esforço para manter viva a paixão pelo esporte, ainda assim, é complicada a prática do mesmo. A dificuldade está principalmente na falta de locais adequados para os treinos e na compra e aquisição de equipamentos necessários. ‘As dificuldades são muitas: a começar por não termos um local fixo para treinar. Depois tem a falta de apoio gerando a impossibilidade de podermos comprar o equipamento que tem de ser importado e por fim, o mais difícil é a falta de informação, quando falamos de futebol americano as pessoas pensam que somos loucos sem saber que futebol americano é mais que só trombadas’, lamenta Renan.

O Futebol Americano é um dos esportes que dá mais renda nos Estados Unidos e seu campeonato nacional é um dos mais assistidos no mundo. Seus fãs são os mais fanáticos e no Brasil não poderia ser diferente. Aqui existe até uma associação nacional  a AFAB que organiza campeonatos anualmente com até 18 times em algumas federações estaduais. Além da modalidade na grama, também é praticado o esporte na praia, no estilo flag (bandeiras) e na versão para as mulheres.

‘O mais interessante é que a dinâmica do jogo se parece com táticas de guerra. Mas não como as batalhas de hoje com bombas e sim, como as lutas medievais, que tinham como aspecto de vitória ou derrota a qualidade de sua estratégia de ataque/defesa’, afirma o publicitário e apreciador do esporte, Kuca Moraes.

Desde o final da década de 90, os canais ESPN, com suas filiais no Brasil, começaram a transmitir os jogos para os brasileiros, trazendo assim uma nova mania. Para Lucas Marques, dono da comunidade NFL Brasil, a televisão ajuda na difusão do jogo. “A ESPN já transmite há vários anos o esporte aqui no Brasil, e cada vez mais ele está crescendo por causa dessas transmissões”, afirma Marques.

Autor: Pedro Martinez, acadêmico do 5º semestre de Jornalismo.

Matéria publicada Quarta-feira, 25 de junho de 2008 pelo Em Foco da UCDB.

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Jogue Futebol Americano em Campo Grande

Postado dia 03 de agosto de 2009 by Carlos Henrique

No dia 3 de fevereiro de 2008 foi fundado oficialmente em Campo Grande, o primeiro time de futebol americano do estado de Mato Grosso do Sul. Cinco jovens que já acompanhavam a bastante tempo a modalidade pela televisão, resolveram se encontrar para juntar mais atletas e formar o time. E esse encontro se deu por causa de uma dessas transmissões do canal ESPN quando o narrador Everaldo Marques leu ao vivo um e-mail mandado por Sílvio Torres, querendo formar um time.Logotipo do Campo Grande Gravediggers

Depois deste episódio, as reuniões de organização foram crescendo até que se formou a primeira equipe. O primeiro treino aconteceu no dia 29 de Março de 2008 no estádio Morenão, em Campo Grande. Estiveram presentes 16 atletas.

De lá para cá, o time criou logomarca, treinamentos específicos, conseguiu um local fixo para treinamentos, o campo da Base Aérea de Campo Grande.

No ano de 2009 os treinos estão sendo no campo da Polícia do Exército (PE) na rua Joaquim Murtinho. Lá os treinos acontecem aos sábados das 15:00 h as 17:30 h. Para manter um contato maior com o público e incentivar a adesão de novos atletas, houve a iniciativa de se realizar um treinamento aberto, específico para pessoas que queiram conhecer o esporte.

Ainda neste ano, um segundo treinamento será realizado às segundas-feiras, das 18:30 h as 20:30 h, no Belmar Fidalgo, no centro de Campo Grande (data de início a definir).

Estamos agora providenciando a legalização do time, criando a Associação Campo Grande Gravediggers de Futebol Americano. Com isso iremos investir com mais força em publicidade, adquirindo novos adeptos e buscando parcerias com empresas que tenham interesse em patrocinar o time.

Matéria publicada Sexta Feira, 31 de julho de 2009 pelo Campo Grande Diurnale


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Bate bola no Esporte Ágil

Postado dia 31 de julho de 2009 by Carlos Henrique

Sílvio Torres (conhecido como Ogro) nasceu em Corumbá, em 11 de fevereiro de 1970. Antigo praticante de jiu-jitsu e, agora, fundador do primeiro time de futebol americano de Mato Grosso do Sul, o Campo Grande Gravediggers, ele acredita que este esporte é uma forma de inclusão e defende sua prática. Nesta entrevista, ele conta ao Esporte Ágil as dificuldades para manter o time e a busca por apoio para a modalidade no Estado.

Matéria - Bate-bola: Sílvio Torres

Matéria - Bate-bola: Sílvio Torres

Funcionário público, atuando como técnico de anatomia e necropsia, afirma estar no esporte por “gostar muito”, já que o apoio ao futebol americano ainda é insuficiente no Brasil. Ele explica também sobre as diversas formas de se jogar o futebol americano e quais são os procedimentos necessários para os interessados em participar da equipe da Capital possam freqüentar os treinamentos e jogos.

Antes, entenda um pouco das características básicas deste esporte:

O futebol americano é disputado por duas equipes, com onze jogadores cada. A duração do jogo é de uma hora, dividida em quatro tempos de 15 minutos.

Existem três modalidades: grama, flag e areia. Na grama, o campo possui 109,8 metros de comprimento, por 48,8 metros de largura. O flag é disputado em um campo com comprimento máximo de 60 metros e mínimo de 50 metros e largura máxima de 40 metros e mínima de 35 metros. Na areia, o campo pode ter medidas variáveis de 80 jardas a 100 jardas [aproximadamente 72 metros a 95 metros].

Em todos eles, o objetivos é chegar ganhar o território do adversário, avançando sobre seu campo de jogo. Ao cruzar com a bola na linha final do time adversário, marcasse um touchdown, maior pontuação no jogo. Para saber mais sobre as regras, você pode visitar a página eletrônica da Associação de Futebol Americano do Brasil – AFAB.

Esporte Ágil – Como foi que você conheceu o futebol americano?
Sílvio Torres –
Foi desde o tempo que passava na Band com Luciano do Vale. Aliás, foi daí que comecei a jogar. Quando fui para o Rio de Janeiro em 2005 para fazer uma especialização na minha área. Ai, na academia conversando com os amigos, falávamos sobre os jogos que víamos na televisão. Aí fui procurando uns times para jogar. Então, ingressei no América Red Lines, que é uma seção do time de futebol. Só que lá, o jogo era na areia da praia.

Depois, quando voltei a Campo Grande, em 2006, para trabalhar novamente no Hospital Universitário, onde estou há 14 anos, eu ia para o Rio para jogar. Eu dividia minhas férias em três vezes de dez dias. Ia para lá, treinava numa quinta-feira, numa sexta e num sábado, no domingo jogava e, na segunda, voltava para cá.

Esporte Ágil – Pois é, tem futebol americano disputado na areia. Quais são as outras modalidades e as diferenças entre elas?
Sílvio Torres –
Os estados do nordeste e de regiões com praia têm times de areia. Mas, quando vão para São Paulo, por exemplo, também jogam na grama. As regras são as mesmas, o que muda é a vestimenta. No gramado se usa chuteira e os equipamentos de proteção, por exemplo. Você só modifica que no gramado não se usa ombreira, outros equipamentos, mas, a técnica para você interceptar, atacar, bloquear o adversário, é a mesma.

Tem também a modalidade flag, bandeira em inglês, que é onde os jogadores entram com um cinto e, caso eu agarre o cinto, o jogo já pode parar, não tem contato; é também chamado de futebol americano sem contato.

Esporte Ágil – As regras também são as mesmas?
Sílvio Torres –
Basicamente são as mesmas regras. O que é o futebol americano? É conquista de território. O time tem quatro tentativas de ataque para conquistar 10 jardas [aproximadamente 9,15m) do campo adversário. Conseguindo isso, tem mais quatro tentativas, e assim por diante, até atingir o que a gente chama de touchdown, ou TD. Chamasse assim porque no início, quando estava se formando o futebol americano, não bastava só cruzar a linha, você tinha que tocar com a bola no chão. Agora, não, desde que a bola cruze há pontuação. Às vezes, você fica fora do gramado, mas cruza a bola pelo lado de dentro, valeu a pontuação.?

Esporte Ágil – Muitas pessoas pensam, que por ser um esporte de contato, o futebol americano é um jogo violento, mas tem estratégias também. Pode citar algumas? E, como os jogadores se posicionam?
Sílvio Torres –
Você “canta” as jogadas por códigos (pelo nome e pela numeração). Um jogador tem que ter decorado pelo menos de dez a quinze jogadas básicas. Existe um livro de jogadas chamado playbook.

São na verdade, como se fossem três times num só; ataque, defesa e especiais. Existe o pessoal da linha de ataque, que é onde ficam o pessoal mais pesado, por exemplo, eu. E existem os que vão correr com a bola e os que vão lançar a bola. Cada um tem sua posição adequada a seu porte físico. O equipamento de cada um pode ser, de acordo com isso, mais pesado ou mais leve. Por exemplo, o cara que vai correr, não vai usar o mesmo equipamento que eu uso. Eu tenho que usar um equipamento que me permita bloquear. Praticamente eu não toco na bola. Existem inclusive posições em que você não pode tocar na bola.

Os special teames, ou times especiais são os que dão início ao jogo. Quando o cara chuta bola, tem uma formação no time dele e no time adversário. São dois times de especialistas. Tem o chutador (kiker) que vai chutar a bola, o outro vai receber vem correndo, onde eles se tocarem e a bola parar começa o jogo. Num time profissional, os caras só entram para fazer isso.

O punter também é um chutador, mas ele vai fazer um chute alto e longe. Porque quando ela tiver viajando, a gente ta correndo aqui em baixo, quando ela chegar na mão do jogador, a gente derruba ele. Se o chutador chutar reto demais, não dá tempo da gente chegar, por isso ele é especialista nisso, treina pra acertar isso.

No geral, a conquista de território é a forma onde você consegue maior pontuação no futebol americano.

Esporte Ágil – E como está a prática do futebol americano no Mato Grosso do Sul?
Sílvio Torres –
São 25 praticantes. Entre 15 e 38 anos de idade. Para fazer um jogo precisamos de 30 jogadores, para poder formar ataque, defesa e especialistas (os três times como falamos).

Não podemos jogar com menos porque cada um tem sua função. O time de ataque entra quando se está com a posse da bola, quando se vai avançar no território do adversário. O de defesa, que é quando o outro time está com a bola e se vai bloquear as jogadas dos adversários, vão impedir que a bola seja lançada para o jogador de corrida deles. Ou você derruba ele, ou você bate na bola. Enquanto a bola não chegar nele você não pode encostar nele.

Pretendemos ter cerca de 40 jogadores, porque é um esporte de paixão. Por causa das profissões de cada um, nem todo mundo pode estar presente nos treinos e jogos. Então, precisamos de jogadores.

Esporte Ágil – E no Brasil, com está o futebol americano?
Sílvio Torres –
Devemos ter mais de 30 times, com certeza. Existem modalidades diferentes, mais times participando em cada uma. Em São Paulo, por exemplo, com a rivalidade Corinthians e Palmeiras, criaram-se times de flag [bandeira, ou sem contato]. Mas de forma geral todos estão praticando. Estamos nisso por paixão, não é por dinheiro.

Esporte Ágil – Quais são as maiores dificuldades encontradas para a prática do futebol americano no Mato Grosso do Sul?
Sílvio Torres –
A maior dificuldade aqui foi encontrar praticantes. Apoio a gente buscou na ESPN internacional, que é uma rede de TV americana, que transmite os jogos. Mandei um e-mail e eles lerão no ar. Dizia para eles que eu tinha criado um time, o Campo Grande Gravediggers – que quer dizer coveiros em inglês. Chama-se Coveiros por causa da minha profissão, técnico em necropsia. Então, isso teve repercussão, comecei a receber e-mails de gente que queria participar. E, em 3 de fevereiro de 2007, nos encontramos pela primeira vez no estádio Morenão.

Esporte Ágil – Qual é a estrutura do Campo Grande Gravediggers? Quais os locais de treinamento?
Sílvio Torres –
Treinamos na base aérea de Campo Grande, aos sábados das 15h às 17h e nas segundas na praça esportiva do bairro Vilas Boas, das 19h às 21h, onde há a busca de novos jogadores.

Nós estamos montando um site, que ainda não está pronto, já tem o domínio [www.gravediggers.com.br], mas quando acessado, é transferido para o grupo do time no Yahoo. Acredito que, na primeira semana de setembro, já esteja no ar.

Teremos uniformes em breve, as cores serão, branco, preto e cinza, porque são mais fáceis de conseguir e mais baratas. Estamos buscando da seguinte forma, se a empresa, de clinica médica, por exemplo, quer apoiar, vai ter um espaço no site.

Esporte Ágil – Se alguém quiser participar do Campo Grande Gravediggers, o que precisa fazer?
Sílvio Torres –
Todos têm que assinar um termo de responsabilidade, tem que reconhecer a assinatura em cartório. Os menores, assinam os pais. Isso é pedido pelo porque o time é federado à Associação de Futebol Americano do Brasil (Afab) e é uma solicitação deles. Então, no termo, você reconhece que este é um esporte de intenso contato físico e qualquer lesão decorrente da prática deste esporte não pode ser atribuído ao time. Mas, as lesões que ocorrem são lesões comuns de qualquer esporte. Nós temos inclusive um jogador que lesionou a perna jogando futebol no domingo e no sábado treinou futebol americano e não teve problema nenhum. Agora estamos tirando este estigma de que é um esporte de porrada.

O fato de não saber as regras, as jogadas, também não é empecilho para entrar no time. Isso a gente ensina, temos apostilas, livros, a pessoa leva pra casa e lê.

Esporte Ágil – Quanto é o custo de manutenção do time? Quanto um jogador tem que desembolsar para poder ter condições de jogo?
Sílvio Torres –
É cobrada uma mensalidade de R$20,00 de cada jogador. Você entrando, recebe o protetor bucal que é o equipamento mínimo pra ser utilizado. Sem ele você não treina.

Os equipamentos básicos são chuteira e protetor bucal. Agora, tudo que você puder adquirir para sua proteção particular é interessante. No momento a gente está caminhando pra jogar sem capacete, mas com o resto todinho, que é o que os times do Brasil que não são de praia estão fazendo.

As pessoas também pensam: puxa, mas vou ter que jogar de capacete, com aqueles equipamentos todos? A gente tem os materiais e a gente compra importado usado, mas a maioria dos equipamentos servem por muito muito tempo. Por exemplo, tem universidades que vendem os equipamentos usados durante seis meses. Mas esses equipamentos servem para nós usarmos por muitos anos.

Esporte Ágil – Existe alguma competição programada?
Sílvio Torres –
Provavelmente em janeiro do ano que vem terá um campeonato nacional com seleções regionais. Vai ter uma seleção do Centro-Oeste. Existem times do Mato Grosso com alguns anos de existência, como o Cuiabá Arsenal, com 5 anos, o Tubarões do Cerrado, com 3 anos, e agente está engatinhando ainda.

Esporte Ágil – Na sua opinião, quais os benefícios que o futebol americano pode trazer a seus praticantes?
Sílvio Torres –
É um esporte muito abrangente. Pega desde 15 anos até 38 aqui em Campo Grande, por exemplo. Além de servir para várias faixas etárias, ele serve para qualquer tipo físico. Do mais magro ao mais gordo, todos têm sua posição no futebol americano. Se você é magro, pode ser um corredor.

Esporte Ágil – Você acredita que pode ser um esporte praticado muito nas escolas, como o futebol, ou voleibol, por exemplo?
Sílvio Torres
– Sim. É um esporte de inclusão. O futebol, por exemplo, inviabiliza que uma pessoa fora do peso consiga jogar porque ela não vai conseguir correr atrás da bola. É o que no futebol americano não existe. Você chegou ali e é pesado, todo mundo quer. Nós estamos precisando de gente pesada. Nós estamos correndo atrás justamente daqueles rapazes que tenham mais de 100Kg, 115Kg, que são aqueles armários que vão ficar ali na linha de ataque. No jogo, são cinco, estamos precisando de dois. Quanto maior o cara, neste momento, para nós, melhor. Mas todo mundo tem seu lugar.

O que as pessoas encontram ainda é uma certa resistência nessa questão de acharem que o futebol americano é um jogo violento. Na verdade até agora a gente não teve nenhum jogador que se machucou treinando ou jogando por causa de contato. Ninguém foi pra fisioterapia por causa do futebol americano [do contato].

Matéria publicada na Quinta-feira, 30 de Julho de 2009 às 12:01 pelo Esporte Ágil

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Futebol Americano já é prática levada a sério em MS

Postado dia 30 de julho de 2009 by Carlos Henrique

O esporte, bastante comum nos Estados Unidos timidamente entra no cotidiano de alguns campo-grandenses.

matéria - Futebol Americano já é prática levada a sério em MS

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A idéia de trazer o Futebol Americano para terras sul-mato-grossense surgiu do técnico de necropsia Silvio Torres, de 42 anos. Ele já conhecia o esporte por ter jogado durante cerca de um ano no clube América Red Lions, do Rio de Janeiro.

Quando veio para Campo Grande queria jogar, mas não achava parceiros.

A saída encontrada foi enviar um e-mail para um canal de televisão especializado em esportes, informando sobre a sua vontade de montar um time aqui na capital.

Para a sua surpresa, no mesmo dia em que o seu e-mail foi lido no ar, duas pessoas lhe procuraram com interesse em montar o time.

O Campo Grande Gravediggers, ou Coveiros de Campo Grande, nome “perfeito”, considera o clube, como alusão à profissão de Silvio.

Em seus pouco mais de cinco meses de existência, o time reúne cerca de 20 jogadores. Ainda é pouco, já que um time completo da liga profissional americana deve ter pelo menos 33, mas segundo o criador do time, é um bom começo já que quase ninguém conhece o esporte aqui no Estado.

Como os equipamentos de segurança usados para a prática são muito caros e dificilmente encontrados no Brasil, por enquanto eles jogam somente com o protetor bucal, o único exigido pela Afab (Federação Brasileira de Futebol Americano).

Para Silvio, o time ainda é pequeno, mas tem regras que devem ser seguidas como em qualquer outro. Por exemplo, se um jogador passa quatro treinos sem aparecer, e sem um motivo que justifique realmente as faltas, ele poderá ser expulso. “Tem que ser assim, senão vira festa”. Conclui o esportista.

Os treinos ocorrem segundas-feiras, das 19 às 21 horas, em uma praça no bairro Jardim TV morena, e aos sábados entre 15 e 17 horas, na Base Aérea de Campo Grande. Quem tiver interesse em participar pode entrar em contato com o Silvio pelo celular 9257 3329.

Matéria publicada no Sábado, 19 de Julho de 2008 11:03 pelo Campo Grande News e replicada pelo Portal MS no dia seguinte.

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