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A Batalha da História

Postado dia 20 de fevereiro de 2010 por Pedro Martinez

Foi simplesmente um jogão de futebol americano. Quem assistiu a final do
Super Bowl 44 percebeu que teve emoção para tudo quando é gosto. Havia muita história envolvida nessa disputa: as tristes, as felizes e as que podiam,
deveriam e iriam entrar para a história.

Quem ganhasse, ficaria marcado na lembrança.

O começo do jogo parecia se encaminhar para a história óbvia com Peyton
Manning massacrando as defesas com sua visão de jogo monstruosa e passes
milimétricos. O Saints teve a primeira posse de bola e a perdeu rapidinho. O
primeiro quarto foi todo dos Colts com várias ótimas corridas de Joseph
Addai, um chute de field goal de Matt Stover e um TD de Pierre Garçom que
entrava no jogo como alguém que queria levar qualquer alegria que pudesse
para o povo do Haiti, sua terra natal.

Essa era uma das histórias de vontade de vencer alimentadas pela tristeza de
um sofrimento pessoal.

Enfim, o quarto inicial terminava como todos pensavam que acabaria o jogo:
com vitória dos Colts por 10 X 0.

No segundo quarto começou a volta por cima dos Saints, e essa tônica
continuaria até o final do jogo. Drew Bress e compahia controlaram a posse de bola, mandaram no cronônometro e principalmente, deixaram Manning sentadão no banco. A primeira campanha de pontos dos Saints começou com um field goal de 46 jardas do kicker Garrett Hartley. Numa segunda campanha, já a postos na linha de 1 jarda a primeira decisão arrojada do técnico Sean Payton: numa situação de quarta descida abriram mão do field goal e arriscaram uma corrida que foi prontamente anulada pela defesa dos Colts.

Mas os Colts perderiam rapidinho a posse de bola, proporcionando assim a
chance dos Saints empatarem o jogo com um TD, o que acabou não acontecendo e sim apenas um outro field goal agora de 44 jardas.

O intervalo chegou e o placar era 10 X 6 para os Colts e vieram o The Who
hipnotizando a galera com seu mega show.

O segundo tempo então prometia muito.

A jogada mais arrojada – a segunda da partida, aconteceria já bem no início
do terceiro quarto:  ao invés de chutar para o retorno dos Colts veio um
onside kick. E pasmem vocês que deu certo e o bendito chute curto foi parar
de novo nas mãos dos Saints. E não deu outra: surpresos com a jogada
inusitada os Colts dormiram no ponto e com um passe de 16 jardas de Drew
Bress, um dos grandes nomes do jogo, Pierre Thomas correu para um TD e virou o jogo pro Saints.

Manning ainda tinha forças e queria entrar pra história e levou os Colts a
uma nova virada com um TD na jogada terrestre de Joseph Addai. Agora estava 17 a 13 para Indianapolis. No mesmo quarto ainda deu tempo para outro field goal do Saints e agora eles estavam um pontinho atrás.

A jogada seguinte acabaria sendo o momento crucial da partida. Matt Stover
errou um field goal de 51 jardas frustando assim o quebrador de recordes
Peyton Manning.

A partir daí, só deu Saints. Bress levou seu time a um TD de Jeremy Schockey, virando o jogo novamente o jogo para 22 X 17. Tentaram então uma conversão para dois pontos que inicialmente foi marcada como inválida no lance de Lance Moore, que fez uma recepção fantástica na endzone mas depois da revisão de jogada pedida por Sean Payton os árbitros voltaram atrás e deram como válida levando o placar a 24 X 17, forçando assim o Colts a só poder empatar a partida levando para a prorrogação.

Assim, nem toda a experiência de Manning conseguiu fazer milagre e o QB
recordista lançou para uma intercepção que deu aos Saints mais um TD com
Porter e o tão sonhado primeiro título de New Orleans na NFL.

A cidade que havia sido riscada do mapa pelo Katrina e todo ano via seu time
apanhar na temporada regular agora tinha motivos para se animar outra vez. A outra história triste que envolvia a partida agora era passado.

E justiça seja feita: os Saints não mereceram esse título só porque tiveram
sua cidade destruída pelo furacão mas sim porque souberem jogar uma final de Super Bowl de forma dedicada e arrojada.

Parabéns, New Orleans Saints!

O cherifão Drew Bress com a taça nas mãos

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